Mulheres na Ciência

O cenário que estamos vivendo nos últimos dias, reforça a importância sobre cuidados e preservação da Saúde.

Nesse contexto, preparamos esse artigo para apresentar algumas das mulheres que marcaram a história da Medicina e Enfermagem no Brasil e no mundo, iniciando uma longa jornada para diminuir a desigualdade de gênero e moldando a perspectiva que temos hoje nessa área tão importante para a manutenção da vida.

O número de mulheres que entram na Medicina no Brasil é maior que o de homens desde 2009, representando 39,9% dos 400 mil profissionais registrados no país, de acordo com estudo desenvolvido por Mário César Scheffer e Jones Flores Cassenote em 2013, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a pesquisa também estima que o equilíbrio entre o número de homens e mulheres que exercem medicina ocorrerá em 2028.

Ana Néri

Anna Justina Ferreira Néri nasceu na Bahia em 1814. Considerada a pioneira da enfermagem no Brasil, Nery prestou assistência na Guerra do Paraguai, em 1865, sendo considerada a primeira enfermeira do país. Em 1923, a primeira escola de enfermagem do Brasil recebeu o nome de Ana Néri.

 Florence Nightingale

Florence Nightingale nasceu na Itália em 1820 e se radicou na Inglaterra. Nightingale chamou atenção ao servir na Guerra da Crimeia, que ocorreu entre 1853 e 1856 no sul da Rússia, onde atendeu os soldados feridos durante a batalha. Em 1859, ela fundou a primeira Escola de Enfermagem, no hospital Saint Thomas, em Londres.

Elizabeth Blackwell

Elizabeth Blackwell nasceu em 1821, na Inglaterra. Ela desafiou a sociedade do fim dos século XIX ao ser a primeira mulher a ingressar em uma faculdade de Medicina. Em 1847, após ser recusada 12 vezes pela universidade Geneva Medical College, conseguiu ser admitida na instituição de ensino e, em 1849, entrou para a História ao ser a primeira médica do mundo.

 Rita Lobato Velho Lopes

No Brasil, as mulheres também fizeram História no mundo da Saúde. Rita Lobato nasceu no Rio Grande do Sul em 1866. Apesar do preconceito, Lobato se tornou a primeira médica brasileira, em 1887, ao defender a tese “Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana”.

Gerty Cori

Gerty Cori nasceu em Praga, na República Tcheca, em 1896. Radicada nos Estados Unidos, Cori foi a primeira mulher a receber o prêmio Nobel de Medicina, em 1947, por causa de seus estudos e descobertas que ampliaram o entendimento sobre diabetes.

Gertrude Elion

Gertrude Elion foi uma bioquímica americana que ganhou um Prêmio Nobel de Medicina em 1988 por desenvolver medicamentos cruciais para o tratamento da leucemia. No decorrer do seu trabalho, Elion descobriu importantes princípios da quimioterapia.

Françoise Barré-Sinoussi

Françoise Barré-Sinoussi é uma virologista francesa que descobriu a existência do HIV. Em 1983, Barré-Sinoussi publicou na revista Science a descrição completa do vírus da imunodeficiência adquirida quando, até então, a doença ainda não havia se tornado uma epidemia. O reconhecimento chegou em 2008 com o Prêmio Nobel de Medicina.

 

Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles, Erika Manuli e  Ester Sabino

As biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli são as pesquisadoras da Faculdade de Medicina da USP, dentro do Instituto Adolfo Lutz (IAL), que decifraram a amostra do primeiro caso de infecção da Covid-19 na América Latina. O resultado saiu em apenas 48 horas, mostrando a estrutura do vírus. Elas fazem parte da equipe do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), liderado pela médica Ester Sabino, 60 anos, e composta por mais quatro mulheres e um homem.

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